iFood anuncia investimento de R$ 24 bilhões no Brasil até março de 2027
iFood prevê investir R$ 24 bilhões no Brasil até março de 2027, 41% acima do ciclo anterior, com foco em tecnologia, novas categorias de entrega e serviços financeiros.
O iFood anunciou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, um plano de investimento de R$ 24 bilhões no Brasil até o fim de março de 2027. O valor representa crescimento de 41% em relação ao ciclo anterior e reforça a estratégia da empresa de ampliar sua atuação para além do delivery tradicional de restaurantes.
Segundo a companhia, os recursos serão distribuídos entre expansão das operações com restaurantes, crescimento em novas categorias de entrega, desenvolvimento de tecnologia própria e fortalecimento do iFood Pago, braço de serviços financeiros do grupo.
Expansão para além dos restaurantes
O plano inclui o avanço em segmentos como farmácias, pet shops, supermercados, presentes e entregas rápidas. A estratégia mostra que o iFood pretende aumentar a frequência de uso da plataforma e disputar uma parcela maior do mercado de conveniência e serviços digitais.
A empresa também vem direcionando recursos para inteligência artificial, automação e ferramentas para estabelecimentos parceiros, com o objetivo de melhorar eficiência operacional, atendimento e gestão de pedidos.
Tecnologia e serviços financeiros ganham espaço
Uma parte relevante dos investimentos será destinada à tecnologia e ao iFood Pago. A companhia busca ampliar soluções financeiras voltadas a restaurantes e outros parceiros, incluindo meios de pagamento e produtos de crédito.
O movimento acompanha uma tendência de grandes plataformas digitais de combinar marketplace, logística e serviços financeiros em um mesmo ecossistema.
Por que o anúncio é relevante para a economia
O volume anunciado chama atenção pelo tamanho e pelo momento. Um investimento de R$ 24 bilhões pode gerar efeitos sobre contratação de tecnologia, logística, serviços, crédito e expansão de pequenos negócios ligados à plataforma.
Ao mesmo tempo, o setor de entregas e serviços digitais passa por aumento de competição, o que tende a pressionar empresas a investir mais em inovação, eficiência e benefícios para consumidores e parceiros.
Fonte principal: Reuters.